Decisão sobre Eixo Anhanguera ficará para próximo governador

Mauricio Cardoso
Mauricio Cardoso 10 meses atrás - 3 minutos de leitura

Decisão sobre Eixo Anhanguera ficará para próximo governador
Decisão sobre Eixo Anhanguera ficará para próximo governador

O futuro do Eixo Anhanguera, principal corredor do transporte coletivo da capital, permanecerá indefinido até a próxima gestão estadual. Em um movimento que adia uma das decisões mais aguardadas sobre a mobilidade urbana de Goiânia, o governo atual sinalizou que a definição sobre o novo modelo de gestão e operação do corredor será uma responsabilidade do governador a ser eleito no próximo pleito.

A discussão, que se arrasta há meses, gira em torno da renovação do contrato de concessão com a Metrobus, empresa de economia mista controlada pelo estado e responsável pela operação do Eixo desde sua criação. O contrato atual está próximo do vencimento, e o debate sobre o futuro do serviço opõe diferentes visões: a manutenção do modelo atual, a privatização completa do sistema ou a criação de um novo formato de Parceria Público-Privada (PPP).

Fontes ligadas ao governo indicam que a complexidade do tema e o seu alto impacto político foram fatores decisivos para o adiamento. “É uma decisão estruturante, que afetará milhões de passageiros por muitos anos. O ideal é que ela seja tomada por uma gestão com um mandato novo pela frente”, afirmou uma fonte do Palácio das Esmeraldas que preferiu não se identificar.

Impasse e preocupação para os usuários

Para os mais de 200 mil usuários que dependem do Eixo Anhanguera diariamente, a notícia é recebida com um misto de frustração e apreensão. A expectativa era por uma solução que trouxesse melhorias imediatas a um sistema que, apesar de sua importância, sofre com a superlotação, a necessidade de renovação da frota de ônibus e a infraestrutura envelhecida de terminais e plataformas.

“A gente esperava uma solução agora. Todo dia é a mesma luta: ônibus lotado, calor e muita demora. Adiar o problema só faz a gente sofrer por mais tempo”, desabafa Maria Lúcia, de 45 anos, que utiliza o Eixo para ir do Terminal Padre Pelágio ao centro da cidade.

O que está em jogo?

O debate sobre o futuro do Eixo Anhanguera envolve questões cruciais:

  • Tarifa: O modelo de gestão impacta diretamente o cálculo do valor da passagem, uma preocupação constante para o bolso do trabalhador.
  • Qualidade do serviço: A renovação da frota, incluindo a possível aquisição de novos ônibus articulados ou biarticulados, depende do novo contrato.
  • Integração: O Eixo é a coluna vertebral do sistema metropolitano. Qualquer mudança em sua operação afeta centenas de outras linhas que alimentam os terminais.

Enquanto os pré-candidatos ao governo do estado ainda formulam suas propostas, a única certeza é que o futuro do transporte de massa em Goiânia será um dos temas mais quentes da próxima campanha eleitoral. Até lá, os passageiros do Eixo Anhanguera continuarão a conviver com os problemas atuais, na esperança de que a próxima decisão, embora adiada, traga finalmente os investimentos e as melhorias tão necessárias.

Mauricio Cardoso
Mauricio Cardoso

Receba conteúdos e promoções